http://www.sendspace.com/file/554j69
Haiti
http://www.sendspace.com/file/04fzeo
Neighborhood #1(Tunnels)
http://www.sendspace.com/file/p76bj2
Neighborhood #2(Laika)
http://www.sendspace.com/file/h92jcf
Neighborhood #3(Power Out)
http://www.sendspace.com/file/1mhro5
Rebellion(Lies)
http://www.sendspace.com/file/u6hhv6
Neighborhood #4(7 kettles)
http://www.sendspace.com/file/wn4ckp
Crown Of Love
http://www.sendspace.com/file/jne0bv
Wake Up
http://www.sendspace.com/file/cab3m0
In The Backseat
sexta-feira, 3 de agosto de 2007
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
Uma banda diferente
O Arcade Fire nasceu de forma curiosa:diversos parentes dos integrantes morreram no ano de seu nascimento:2003...Reginé Chassagne,uma das vocalistas teve sua avó morta naquele ano...Os irmãos Win e Will Butler perderam seu avô no mesmo ano.Win,por sinal nesse meio tempo casou com Reginé,e ainda houve mais uma morte:a tia de outro integrante,Richard Perry,também morreu,mas já no início de 2004.Contra todo esse cenário no mínimo macabro,a banda conseguiu um contrato com a gravadora Merge,em Maio/2004 e logo completaram seu álbum de lançamento.O nome não poderia ser mais propício:Funeral...
Funeral é um álbum debut,simplesmente espetacular...A sonoridade é algo incrível,que nem mesmo ao ouvir o U2 consigo ver...Mas,bem,a banda tem 8 integrantes fixos,e um número de instrumentos quase ilimitado...Falando a respeito de tal álbum,ele não rendeu nenhum Grammy,mas bem que merecia..
No ano de 2005,não existiu algo tão inovador como o Arcade Fire...
O som que emana deste primeiro álbum,Funeral não é homogêneo..Aliás,não procure homogeneidade no Arcade Fire,tudo neles soa como experimental,devido é claro ao número grande de instrumentos que permite diversas “viradas” durante uma mesma música por exemplo.É bem complicado de ouvir inicialmente,posto que o som deles não gruda,nem é pop o suficiente para te agradar logo de cara.Rodeado,de melodias,com pródiga orquestração e vocais pós-punk,a sonoridade aqui é o que pode se caracterizar como um Art-Rock,algo elogiado por muita gente nesse espaço(né,Aline???).Se eu fosse resumir o que é o Arcade Fire,diria que é uma hipérbole maginificente...Exagerado,estranho,belo,obscuro,todos esses adjetivos servem para definir o que vem a ser tal banda.
Quanto as letras de tal álbum,pode-se dizer que o Arcade Fire mantem uma certa distancia entre a pretensão e a dispersão...Ou seja,muitas vezes eles são tanto esforçados,quanto despretenciosos.
Mas,vamos seguir em frente..a verdade que o álbum que me fascinou mesmo do Arcade Fire foi o seguinte:Neon Bible...Apesar de ser inferior ao Funeral,não tinha conhecimento do anterior. Ainda,por isso meu primeiro contato foi com este álbum,Néon Bible,não aquele..
Em tal trabalho a banda procurou apronfundar seus acertos e por isso apostou numa amplificação de sua sonoridade e também de suas letras conceituais...
A abertura com Black Mirror é bem dark...o som vem se expandindo devagar,tomando conta do ambiente,como numa entrada de uma igreja,ou algo do tipo..Aliás,cabe acrescentar algo curioso,O Arcade Fire comprou uma igreja para usar como estúdio para fazer as composições de suas músicas nela...Ou seja,se você notar alguns ecos,ou uma sonoridade mais amplificada em Neon Bible isso se deve a este fato...
Mas,esqueça Funeral,aqui...não há nada comparável com o álbum anterior...As únicas semelhanças já foram ressaltadas anteriormente.
Neon Bible é um álbum recheado de miséria, profundamente enraizado em fundações ricas, dramaticamente obscuras e cativantemente melancólicas.
É fácil de deixar-se envolver no que pode ou não ser fibras temáticas, que tecem interna ou externamente as 11 faixas;parece haver um certo desapego ao rótulo de aclamação internacional e universal.É álbum introspectivo,apesar da sonoridade monumental,e por vezes assustadora que é caracterizada ao longo do seu seguimento.A verdade é que o Arcade Fire já mostra uma certa tendência a tornar-se cover de si mesmo,o que é extremamente perigoso,visto que trata-se de uma banda muito nova.
Porém,o que se vê no cenário musical atual,é uma falta de criatividade incessante,e o que se pode dizer dessa banda ,é que nela há uma centelha criativa que há muito tempo não se via.Em Funeral,ou em Neon Bible vejo uma criatividade sonora comparada a um álbum bastante particular de nossa banda favorita:Zooropa...O conceitualismo está ali,a criatividade é clara,e o estilo bicho-grilo é bastante evidente...Finalmente,cabe citar as influências, claro:,David Bowie,Bruce Springsteen ,Echo and The Bunnymen, Talking Heads,Magnetic Fields,Roxy Music,Neutral Milk Hotel,dentre outros…
O que eu posso dizer é o seguinte:Ouçam e admirem...
Vale muito a pena,eu garanto!
Funeral é um álbum debut,simplesmente espetacular...A sonoridade é algo incrível,que nem mesmo ao ouvir o U2 consigo ver...Mas,bem,a banda tem 8 integrantes fixos,e um número de instrumentos quase ilimitado...Falando a respeito de tal álbum,ele não rendeu nenhum Grammy,mas bem que merecia..
No ano de 2005,não existiu algo tão inovador como o Arcade Fire...
O som que emana deste primeiro álbum,Funeral não é homogêneo..Aliás,não procure homogeneidade no Arcade Fire,tudo neles soa como experimental,devido é claro ao número grande de instrumentos que permite diversas “viradas” durante uma mesma música por exemplo.É bem complicado de ouvir inicialmente,posto que o som deles não gruda,nem é pop o suficiente para te agradar logo de cara.Rodeado,de melodias,com pródiga orquestração e vocais pós-punk,a sonoridade aqui é o que pode se caracterizar como um Art-Rock,algo elogiado por muita gente nesse espaço(né,Aline???).Se eu fosse resumir o que é o Arcade Fire,diria que é uma hipérbole maginificente...Exagerado,estranho,belo,obscuro,todos esses adjetivos servem para definir o que vem a ser tal banda.
Quanto as letras de tal álbum,pode-se dizer que o Arcade Fire mantem uma certa distancia entre a pretensão e a dispersão...Ou seja,muitas vezes eles são tanto esforçados,quanto despretenciosos.
Mas,vamos seguir em frente..a verdade que o álbum que me fascinou mesmo do Arcade Fire foi o seguinte:Neon Bible...Apesar de ser inferior ao Funeral,não tinha conhecimento do anterior. Ainda,por isso meu primeiro contato foi com este álbum,Néon Bible,não aquele..
Em tal trabalho a banda procurou apronfundar seus acertos e por isso apostou numa amplificação de sua sonoridade e também de suas letras conceituais...
A abertura com Black Mirror é bem dark...o som vem se expandindo devagar,tomando conta do ambiente,como numa entrada de uma igreja,ou algo do tipo..Aliás,cabe acrescentar algo curioso,O Arcade Fire comprou uma igreja para usar como estúdio para fazer as composições de suas músicas nela...Ou seja,se você notar alguns ecos,ou uma sonoridade mais amplificada em Neon Bible isso se deve a este fato...
Mas,esqueça Funeral,aqui...não há nada comparável com o álbum anterior...As únicas semelhanças já foram ressaltadas anteriormente.
Neon Bible é um álbum recheado de miséria, profundamente enraizado em fundações ricas, dramaticamente obscuras e cativantemente melancólicas.
É fácil de deixar-se envolver no que pode ou não ser fibras temáticas, que tecem interna ou externamente as 11 faixas;parece haver um certo desapego ao rótulo de aclamação internacional e universal.É álbum introspectivo,apesar da sonoridade monumental,e por vezes assustadora que é caracterizada ao longo do seu seguimento.A verdade é que o Arcade Fire já mostra uma certa tendência a tornar-se cover de si mesmo,o que é extremamente perigoso,visto que trata-se de uma banda muito nova.
Porém,o que se vê no cenário musical atual,é uma falta de criatividade incessante,e o que se pode dizer dessa banda ,é que nela há uma centelha criativa que há muito tempo não se via.Em Funeral,ou em Neon Bible vejo uma criatividade sonora comparada a um álbum bastante particular de nossa banda favorita:Zooropa...O conceitualismo está ali,a criatividade é clara,e o estilo bicho-grilo é bastante evidente...Finalmente,cabe citar as influências, claro:,David Bowie,Bruce Springsteen ,Echo and The Bunnymen, Talking Heads,Magnetic Fields,Roxy Music,Neutral Milk Hotel,dentre outros…
O que eu posso dizer é o seguinte:Ouçam e admirem...
Vale muito a pena,eu garanto!
segunda-feira, 30 de julho de 2007
O “The Wall” esquecido
Opa! Acalmem-se! Não vou falar de um clássico do Pink Floyd conhecido por praticamente todos. Vou falar sobre um muro que separou duas bandas que produziram duas obras-primas em meados de 1967. Separadas pelo concreto, mas unidas pela música. Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band dos Beatles e The Piper At The Gates Of Dawn do Pink Floyd ditaram novas regras e abriram um caminho não percorrido até então por ninguém no rock psicodélico. Foram uns dos pioneiros do gênero.
O clássico dos Beatles é praticamente uma unanimidade no mundo musical. Muitos o consideram o melhor e maior álbum da história da música. Seu sucesso está relacionado a sua criatividade inovadora capaz de conseguir uma façanha de unir um experimentalismo psicodélico com um pop taxado na testa. “Os Reis do Iê Iê Iê” se tornaram também os reis dos diamantes de Lucy. E essa junção de experimentalismo com pop não foi nada mal. Bono mesmo disse: “O que seria de Sgt. Pepper’s sem as músicas pop?”. E eu pergunto: o que seria do experimentalismo sem o pop? Acredito que cairia no esquecimento. Infelizmente esse foi o calcanhar de Aquiles do The Piper At The Gates Of Dawn. Um álbum extremamente genial, mas padece um pouco deste mal. Aliás, se for falar de ousadia, o álbum de estréia do Pink Floyd foi bem mais ousado do que o dos Beatles. Syd Barrett, o fundador e líder até então da banda, simplesmente colocou o pop no vaso e deu descarga. Ele queria mesmo era explorar territórios desconhecidos da música psicodélica. Pouco se preocupou com as vendas do disco. Apesar desses pormenores, conseguiu ser o 6º álbum mais vendido do Reino Unido daquele ano. Hoje talvez ele soa meio datado para alguns, mas sua contribuição para o rock e sua influência o torna um disco indispensável na prateleira de qualquer colecionador.
Curiosidades:
§ Na mesma época que os Beatles gravavam Sgt. Pepper’s, o Pink Floyd gravava o The Piper At The Gates Of Dawn no mesmo estúdio (Abbey Road).
§ Boatos dizem que John Lennon e Syd Barrett se trancavam em uma sala escondida para tomarem LSD e conversarem sobre suas bandas.
O clássico dos Beatles é praticamente uma unanimidade no mundo musical. Muitos o consideram o melhor e maior álbum da história da música. Seu sucesso está relacionado a sua criatividade inovadora capaz de conseguir uma façanha de unir um experimentalismo psicodélico com um pop taxado na testa. “Os Reis do Iê Iê Iê” se tornaram também os reis dos diamantes de Lucy. E essa junção de experimentalismo com pop não foi nada mal. Bono mesmo disse: “O que seria de Sgt. Pepper’s sem as músicas pop?”. E eu pergunto: o que seria do experimentalismo sem o pop? Acredito que cairia no esquecimento. Infelizmente esse foi o calcanhar de Aquiles do The Piper At The Gates Of Dawn. Um álbum extremamente genial, mas padece um pouco deste mal. Aliás, se for falar de ousadia, o álbum de estréia do Pink Floyd foi bem mais ousado do que o dos Beatles. Syd Barrett, o fundador e líder até então da banda, simplesmente colocou o pop no vaso e deu descarga. Ele queria mesmo era explorar territórios desconhecidos da música psicodélica. Pouco se preocupou com as vendas do disco. Apesar desses pormenores, conseguiu ser o 6º álbum mais vendido do Reino Unido daquele ano. Hoje talvez ele soa meio datado para alguns, mas sua contribuição para o rock e sua influência o torna um disco indispensável na prateleira de qualquer colecionador.
Curiosidades:
§ Na mesma época que os Beatles gravavam Sgt. Pepper’s, o Pink Floyd gravava o The Piper At The Gates Of Dawn no mesmo estúdio (Abbey Road).
§ Boatos dizem que John Lennon e Syd Barrett se trancavam em uma sala escondida para tomarem LSD e conversarem sobre suas bandas.
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Fred Atomic,
Psicodelismos e rock experimental
Rattle and Hum: um álbum subestimado
Lançado em setembro de 1988, Rattle and Hum marca o final da trilogia que começa em The Unforgettable Fire e tem continuidade com The Joshua Tree. São álbuns com forte influência da sonoridade norte-americana, trazendo um U2 inspirado pelo folk, blues e country.
As raízes do rock são a marca fundamental de Rattle and Hum. Muitos não reconhecem sua originalidade pelo fato de quase metade de suas músicas serem execuções ao vivo de canções de discos anteriores, covers ou "pseudo faixas" como The Star Spangled Banner e Freedom to my people. Em verdade, é essa colcha de retalhos que acaba sendo a maior virtude do disco e mais uma razão para admirarmos a genialidade dos quatro irlandeses. Vamos lá:
a) as performances ao vivo onseguem a impossível façanha de serem melhores do que as gravações originais. É só ouvir Bullet in the blue sky e I still haven't found (com aquele lindo coral gospel) para considerar. Talvez a excessão seja Pride. Falta nela, ao vivo, a genialidade do 5º U2... Brian Eno;
b) os covers também são melhores do que seus originais. Depois da interpretação de Bono e seus companheiros, Helter Skelter faz Charles Manson parecer um bebê chorão...
c) o vídeo Rattle and Hum completementa o disco, reforçando a aura de emoção que todo o som do U2 pode transmitir;
d) se considerado somente suas canções originais, ele também se salva pelo conjunto. Tem blues, rock e soul, é o disco da banda que alterna o maior número de ritmos musicais. Tudo feito com a maior competência, a parceria com BB King é a prova disso. Desire, Heartland e Angel of Harlem transpiram a atmosfera norte-americana, mas conseguem ser tão irlandeses quanto Borges consegue ser latino em seu exílio na França... Ao contrário da maioria dos álbuns, este têm a petulância de encerrar tendo como última faixa um clássico da categoria de All I Want is You. É pouco ou quer mais???
As raízes do rock são a marca fundamental de Rattle and Hum. Muitos não reconhecem sua originalidade pelo fato de quase metade de suas músicas serem execuções ao vivo de canções de discos anteriores, covers ou "pseudo faixas" como The Star Spangled Banner e Freedom to my people. Em verdade, é essa colcha de retalhos que acaba sendo a maior virtude do disco e mais uma razão para admirarmos a genialidade dos quatro irlandeses. Vamos lá:
a) as performances ao vivo onseguem a impossível façanha de serem melhores do que as gravações originais. É só ouvir Bullet in the blue sky e I still haven't found (com aquele lindo coral gospel) para considerar. Talvez a excessão seja Pride. Falta nela, ao vivo, a genialidade do 5º U2... Brian Eno;
b) os covers também são melhores do que seus originais. Depois da interpretação de Bono e seus companheiros, Helter Skelter faz Charles Manson parecer um bebê chorão...
c) o vídeo Rattle and Hum completementa o disco, reforçando a aura de emoção que todo o som do U2 pode transmitir;
d) se considerado somente suas canções originais, ele também se salva pelo conjunto. Tem blues, rock e soul, é o disco da banda que alterna o maior número de ritmos musicais. Tudo feito com a maior competência, a parceria com BB King é a prova disso. Desire, Heartland e Angel of Harlem transpiram a atmosfera norte-americana, mas conseguem ser tão irlandeses quanto Borges consegue ser latino em seu exílio na França... Ao contrário da maioria dos álbuns, este têm a petulância de encerrar tendo como última faixa um clássico da categoria de All I Want is You. É pouco ou quer mais???
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